Obras
Novo trecho da BR-116 é liberado
Expectativa do Dnit é que as obras de duplicação sejam finalizadas até 2022
Divulgação -
Foi entregue na tarde desta quarta-feira (7) pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) um novo segmento duplicado da BR-116, rodovia que liga a Zona Sul à região metropolitana de Porto Alegre. O trecho fica em Barra do Ribeiro entre os quilômetros 330,5 e 340,1 e pertence ao lote dois. A execução da obra desta fração é de responsabilidade do Exército. Com a liberação, 131,5 dos 211,22 quilômetros programados para receber a duplicação já foram liberados, chegando a 62,25% dos serviços concluídos.
A tão aguardada obra de duplicação da BR-116 entre Pelotas e Guaíba começou em 2012 e tinha como plano inicial ser finalizada em até dois anos. Previsão que não se concretizou e, agora, tem como projeção o fim de 2022 como prazo para conclusão, segundo o Dnit. O empreendimento foi dividido em nove lotes e apenas um deles está 100% finalizado, o quatro, que fica em Camaquã. Os 24 quilômetros pertencentes a esta parte da estrada foram concluídos e entregues em dezembro do ano passado.
Ainda em 2021, três outras entregas de trechos devem ocorrer: o viaduto de Barra do Ribeiro, dez quilômetros entre este município e Tapes e, ainda, cerca de quatro quilômetros em São Lourenço do Sul.
Além do prazo de conclusão, o valor estimado de investimento também sofreu mudanças. Inicialmente, o custo previsto era de R$ 868,9 milhões, mas até o momento já foram destinados R$ 1,1 bilhão para o empreendimento.
Relembre alguns pontos
A duplicação da BR-116 já passou por vários problemas ao longo da execução que resultaram no atraso. Desde paralisações dos trabalhadores até quebra de contrato com empreiteiras, fazendo com que o Exército assumisse os dois lotes iniciais.
A primeira parte entregue da duplicação foi em Pelotas em 2015, no trecho que vai da ponte da barragem Santa Bárbara até o acesso a avenida Fernando Osório. Os dois viadutos presentes no segmento também foram liberados. No mesmo ano, dois trechos (próximo a São Lourenço do Sul e a Camaquã) tiveram obras paralisadas devido a atraso no repasse de verba.
Em 2018, o Dnit anunciou a disponibilização de R$ 99,5 milhões para dar continuidade as obras. Deste valor, R$ 42,7 milhões foram encaminhados através da Lei Orçamentária Anual (LOA) e R$ 56,6 milhões foram adquiridos através de emendas parlamentares. Nesta época, os lotes 5,6,7 e 4 estavam com obras em andamentos. Enquanto os lotes 1,2,3,8 e 9 estavam paralisados devido a problemas contratuais e também o valor do asfalto.
Em setembro de 2018 o Exército Brasileiro assumiu as obras dos 51 quilômetros pertencentes aos lotes 1 e 2. As operações no local estavam paradas desde 2017, após a empresa responsável pela execução enfrentar uma crise e entrar em processo de recuperação judicial. Ainda nesta linha do tempo, em abril de 2019, o Governo Federal disse que a duplicação da via possuía recursos assegurados para sua conclusão. Desde então, foram entregues alguns trechos dos lotes 1, 2, 3, 4, 6, 7, 8 e 9.
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